hoje eu caminhei. caminhei até o sol se pôr no horizonte. caminhei até as nuvens da tempestade de neve cobrirem o céu azul pelo seu cinza esbranquiçado. caminhei até enjoar de caminhar, até a rua perder a graça. caminhei até onde ainda haviam novidades, até começar a chover.
na calçada havia aguá da neve derretida, entre a calçada e a rua: grama ou pedra. árvores secas de frio enfeitam a paisagem ao seu jeito. não se importam em não terem folhas coloridas ou flores e frutos, se bastam pelos seus galhos e conversam entre si pelas batidas deles.
a rua estava quase deserta em certos momentos, feriado também para os carros, e claro para os ônibus, ou melhor, para os motoristas. hoje é dia de caminhar, caminhar até enjoar, observar o que não pode ser observado pela janela do carro (ônibus).
hoje eu caminhei e não reclamei, caminhei e apreciei. olhei para a terra úmida e para a calçada rachada, vi o interior de muitas casas e as pessoas vivendo, vi aos outros e vi a mim mesmo. ouvi mesmo achando que não deveria ouvir e agradeci mesmo não tendo necessidade de agradecer. mas eu sou grato, por estar caminhando, observando, ouvindo e falando. então agradeci, e cantei e dancei.
showww
ReplyDeleteMeu escrevi ontem um recado para ti... e não postou... que coisa.. adorei seu textos... um beijo querido..
ReplyDeleteSabe quem está te espionando???
ReplyDeletelalá...
ReplyDeletecoisa boa te conhecer!
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