uma batida
um barulho
um sorriso
um lugar
energia, energia
cheio e vazio eu sou
corpo
cheio e vazio estou
pulo, grito e sinto
sinto tudo e sinto nada
me sinto
me surpreendo
eu controlo tudo
e tudo me afeta
isso é deus?
não, só eu
agora vejo diferente
agora consigo fazer o que tinha dito
carpe diem
tenho energia para mover o mundo
largo o ruim e por osmose pego o bom
me sinto mais humano completo agora
sinto . sinto
28.10.07
14.10.07
11.10.07
10.10.07
2.0
a forma de se encarar os fatos, lidar com as pessoas que nos cercam e com as situações cotidianas dependem de uma série de experiências que a gente vive e que formam a nossa maneira de pensar e agir.
eu não posso dizer que tenho um manual de instruções que sigo criteriosamente. muito pelo contrário. tenho sim minhas atitudes pré-determinadas e pensamentos formados, mas estou sempre aberto a qualquer mudança positiva na forma de encarar as coisas.
a vida é muito cíclica, pricipalmente se tratando de relacionamentos interpessoais. eu vivo uma fase de consolidação de amizades e supervalorização dessas. cada conversa que tenho com um amigo ultimamente tem me feito muito bem, sinto cada vez mais prazer em perceber que tenho pessoas especiais a minha volta e que são muito importantes pra mim e eu também pra elas, pelo menos um pouco, em alguma situação, de alguma maneira.
é com toda sinceridade que agradeço a todos meus queridos amigos pelo grande presente de estarem presentes na minha vida e preencherem comigo momentos especiais que guardarei eternamente.
eu não posso dizer que tenho um manual de instruções que sigo criteriosamente. muito pelo contrário. tenho sim minhas atitudes pré-determinadas e pensamentos formados, mas estou sempre aberto a qualquer mudança positiva na forma de encarar as coisas.
a vida é muito cíclica, pricipalmente se tratando de relacionamentos interpessoais. eu vivo uma fase de consolidação de amizades e supervalorização dessas. cada conversa que tenho com um amigo ultimamente tem me feito muito bem, sinto cada vez mais prazer em perceber que tenho pessoas especiais a minha volta e que são muito importantes pra mim e eu também pra elas, pelo menos um pouco, em alguma situação, de alguma maneira.
é com toda sinceridade que agradeço a todos meus queridos amigos pelo grande presente de estarem presentes na minha vida e preencherem comigo momentos especiais que guardarei eternamente.
5.10.07
banho
nequeles dias em que se acorda e continua dormindo é difícil não pensar que teria sido melhor se continuasse na cama mesmo, fazer qualquer coisa com sono é muito complicado, principalmente se o afazer é uma daquelas coisas tediantes que mesmo durante a atividade o corpo se recusa a acordar.
nada melhor nesses dias que tomar um bom banho! termina com toda a indisposição e ainda da um "up" no astral. quando era criança eu tinha esse problema com o banho, quanto menos melhor, era carinhosamente chamado de cascão pela minha família. mesmo depois de um dia de agito e muita brincadeira eu achava desnecessária toda aquela função de tirar a roupa, lavar o corpo, colocar uma outra roupa. era demais pra mim. preferia dormir com o cheiro do dia, lembrando de todas as diversões que este tinha me proporcionado. mas era muito difícil de fazer com que o pai e a mãe compreendessem minha posição. chegava a teimar, espernear, chorar em alguns dias para não tomar banho. claro que toda essa indisposição se tornava ainda maior nos dias de inverno em que "eu nem suei mãããe!!!"
passado todo o discurso inicial ao "não-banho", nos dias em que conseguiam me convencer a entrar no chuveiro, eu não saia de lá nunca mais. agora que já estava molhado ia curtir ao máximo. eu imagino que essa era a razão pela qual meu pai me deixava escapar do banho tantas vezes, pois era ele quem vinha me puxar pra fora quando depois de quase quebrar a parede que divide a cozinha e o banheiro e eu mesmo assim continuava lá, escovando os pés ou lavando o cabelo pela nonagésima vez ou cantando os grandes "hits" dos cavaleiros do zodíaco ou lavando os azulejos ou brincando com o chuveirinho.
eu já sabia que depois de todo banho que tomasse eu iria levar sermão, meu pai fazendo seu habitual discurso sobre energia elétrica e zilhões de litros de água que eu disperdiçava. eu podia falar com ele o discurso inteiro se eu quisesse, era como as falas do chaves que de tanto se repetir ficavam gravadas na pastinha de memória inútil no cérebro. sim, porque no próximo banho eu já não pensava nem em água nem em energia elétrica, só queria era me divertir gargarejando até doer a garganta.
depois de tantas aventuras no banho acabei me acostumando a tomar uma ducha. agora virou até sistema de acorda. mas sempre que entro no banho é impossível de não lembrar das minhas viagens aos mais distantes lugares no tempo que já aconteceram naquele cubículo. e mesmo já conseguindo enxergar pra fora da altíssima janelinha do banheiro o banho ainda rende umas músicas dos cavaleiros de vez em quando.
nada melhor nesses dias que tomar um bom banho! termina com toda a indisposição e ainda da um "up" no astral. quando era criança eu tinha esse problema com o banho, quanto menos melhor, era carinhosamente chamado de cascão pela minha família. mesmo depois de um dia de agito e muita brincadeira eu achava desnecessária toda aquela função de tirar a roupa, lavar o corpo, colocar uma outra roupa. era demais pra mim. preferia dormir com o cheiro do dia, lembrando de todas as diversões que este tinha me proporcionado. mas era muito difícil de fazer com que o pai e a mãe compreendessem minha posição. chegava a teimar, espernear, chorar em alguns dias para não tomar banho. claro que toda essa indisposição se tornava ainda maior nos dias de inverno em que "eu nem suei mãããe!!!"
passado todo o discurso inicial ao "não-banho", nos dias em que conseguiam me convencer a entrar no chuveiro, eu não saia de lá nunca mais. agora que já estava molhado ia curtir ao máximo. eu imagino que essa era a razão pela qual meu pai me deixava escapar do banho tantas vezes, pois era ele quem vinha me puxar pra fora quando depois de quase quebrar a parede que divide a cozinha e o banheiro e eu mesmo assim continuava lá, escovando os pés ou lavando o cabelo pela nonagésima vez ou cantando os grandes "hits" dos cavaleiros do zodíaco ou lavando os azulejos ou brincando com o chuveirinho.
eu já sabia que depois de todo banho que tomasse eu iria levar sermão, meu pai fazendo seu habitual discurso sobre energia elétrica e zilhões de litros de água que eu disperdiçava. eu podia falar com ele o discurso inteiro se eu quisesse, era como as falas do chaves que de tanto se repetir ficavam gravadas na pastinha de memória inútil no cérebro. sim, porque no próximo banho eu já não pensava nem em água nem em energia elétrica, só queria era me divertir gargarejando até doer a garganta.
depois de tantas aventuras no banho acabei me acostumando a tomar uma ducha. agora virou até sistema de acorda. mas sempre que entro no banho é impossível de não lembrar das minhas viagens aos mais distantes lugares no tempo que já aconteceram naquele cubículo. e mesmo já conseguindo enxergar pra fora da altíssima janelinha do banheiro o banho ainda rende umas músicas dos cavaleiros de vez em quando.
4.10.07
aquecimento global
não sei mais de nada, cada dia que passa é uma nova surpresa. quando precisa ainda programar alguma atividade ao ar livre você está totalmente nas mão do tempo, e isso significa que nenhuma previsão poderá lhe ajudar. existem fatos como clima que nem os estudiosos prevêm ou sabem explicar, como, por exemplo, nessa semana que em um dia a previsão era de sol até o final da semana, e nesse mesmo dia resolve desabar o mundo, raios e trovões, o tempo escurece e ninguém acredita no que estava acontecendo.
aquecimento global? não sei, eu passava por uma faze de ceticismo em que já achava que isso tudo era propaganda de um algo inevitável, o planeta estava matando a nossa raça e nada que fizessemos poderia mudar isso, a nova era glacial, qualquer catástrofe desse tipo. mas essa semana recebi novamente algumas provas que me fizeram mudar de idéia. um dia assistindo ao jornal vejo uma cena inacreditável do derretimento recorde da calota polar do norte e no outro a semana ensolarada passa pra uma chuvosa! alguma coisa não está certa.
é, deve ser mais um dos efeitos do aquecimento global, afinal, tudo hoje em dia é culpa do tal do aquecimento global. é mais fácil colocar a culpa em algo que ninguém controla e muito menos prevê, daqui um pouco os nossos excelentíssimos políticos vão também culpar o pobre "ag" dando desculpas para seus atos ilícitos.
no final das contas, não é que foi tudo culpa do aquecimento global mesmo?!
aquecimento global? não sei, eu passava por uma faze de ceticismo em que já achava que isso tudo era propaganda de um algo inevitável, o planeta estava matando a nossa raça e nada que fizessemos poderia mudar isso, a nova era glacial, qualquer catástrofe desse tipo. mas essa semana recebi novamente algumas provas que me fizeram mudar de idéia. um dia assistindo ao jornal vejo uma cena inacreditável do derretimento recorde da calota polar do norte e no outro a semana ensolarada passa pra uma chuvosa! alguma coisa não está certa.
é, deve ser mais um dos efeitos do aquecimento global, afinal, tudo hoje em dia é culpa do tal do aquecimento global. é mais fácil colocar a culpa em algo que ninguém controla e muito menos prevê, daqui um pouco os nossos excelentíssimos políticos vão também culpar o pobre "ag" dando desculpas para seus atos ilícitos.
no final das contas, não é que foi tudo culpa do aquecimento global mesmo?!
3.10.07
devaneios
lento, acordo pela manhã sem pressa. parece que não tenho nada mais para fazer a não ser acordar e esperar respostas, mas elas não vêm. me lembro de um ou dois compromissos, me lembro de organizar o futuro, agora.
espero que as provas da vida não sejam mais colocadas a frente de relações da vida, isso causa desatenção e desorganização. esqueci o que me era importante e tudo isso por alguma coisa que eu nem fiz, nem sei, nem me lembro.
seguem fugas, grama a cortar e tarefas a serem realizadas. eu nem me esforço e nem me abstenho, tenho que estar com tudo certo pra logo, todos contam comigo. tenho a obrigação de fazer tudo acontecer e só eu que posso fazê-lo. então me lembro da cachoeira e volto a respirar. espero respirar ainda por muito tempo.
espero que as provas da vida não sejam mais colocadas a frente de relações da vida, isso causa desatenção e desorganização. esqueci o que me era importante e tudo isso por alguma coisa que eu nem fiz, nem sei, nem me lembro.
seguem fugas, grama a cortar e tarefas a serem realizadas. eu nem me esforço e nem me abstenho, tenho que estar com tudo certo pra logo, todos contam comigo. tenho a obrigação de fazer tudo acontecer e só eu que posso fazê-lo. então me lembro da cachoeira e volto a respirar. espero respirar ainda por muito tempo.
2.10.07
corredeiras
ainda posso ouvir o barulho das corredeiras, como se fosse música, soando calmo aos ouvidos. quando tudo parava por algumas horas, menos o barulho das águas que continuavam passando e se atirando sem medo direto para a queda de quinze metros de altura. aquela água podia não saber mas cada gota produzia uma sensação nova e cheia de importância. meditar na cachoeira faz viajar, renova o espírito que se prepara para passar por mais um marco da existência.
cada minuto parece lento agora, como pode tudo estar tão lento e tão rápido ao mesmo tempo? olho para trás e vejo que já existe uma história, me dou conta de que já fui muito feliz e também um pouco triste, já chorei e já sorri, já tenho enfim algumas histórias para contar e vejo que não é só a beira da morte que se passam filmes da vida na nossa cabeça, ou talvez eu esteja a beira da morte e não sei, mas o que sei é que nessas épocas pré-aniversário fica-se mais pensativo e mais corajoso. talvez até arriscando mais e deixando de medir algumas coisas.
o importante mesmo é depois do agito, depois de passar as corredeiras e se atirar no mundo sem temer, ter um tempo para se ouvir caindo até o fim da cascata e tirar dessa experiência o que de bom que ficou. na vida tudo passa, mas algumas coisas sempre ficam nessa grande peneirona. que fiquem as coisas boas e que comece um ano cheio de descobertas e redescobertas. que o caminho até a queda livre continue muito bem acompanhado pedalando, cantando, festiando, vivendo, sonhando e todos os gerúndios que tanto amamos.
cada minuto parece lento agora, como pode tudo estar tão lento e tão rápido ao mesmo tempo? olho para trás e vejo que já existe uma história, me dou conta de que já fui muito feliz e também um pouco triste, já chorei e já sorri, já tenho enfim algumas histórias para contar e vejo que não é só a beira da morte que se passam filmes da vida na nossa cabeça, ou talvez eu esteja a beira da morte e não sei, mas o que sei é que nessas épocas pré-aniversário fica-se mais pensativo e mais corajoso. talvez até arriscando mais e deixando de medir algumas coisas.
o importante mesmo é depois do agito, depois de passar as corredeiras e se atirar no mundo sem temer, ter um tempo para se ouvir caindo até o fim da cascata e tirar dessa experiência o que de bom que ficou. na vida tudo passa, mas algumas coisas sempre ficam nessa grande peneirona. que fiquem as coisas boas e que comece um ano cheio de descobertas e redescobertas. que o caminho até a queda livre continue muito bem acompanhado pedalando, cantando, festiando, vivendo, sonhando e todos os gerúndios que tanto amamos.
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