qualquer hora dessas a vida te dá uma rasteira, e aí?!
é muito bom ter o controle na mão, essa falsa sensação de poder que alguns poderosos ou malucos possuem. na verdade o controle foge as nossas mãos todos os dias, seja no decorrer de ações ou situações que não correspondem ao que foi planejado. isso acontece o tempo todo com todo mundo.
pode se prever algumas coisas e fazer outras acontecerem, é claro, mas a partir do momento que precisares de ajuda ou que a interferência de outras pessoas for necessária para o alcance de uma meta qualquer perde-se completamente o controle de como as coisas vão correr. pode tudo funcionar como o previsto e dar certo no final, mas normalmente no percurso surgirão vários percalços e o trajeto nem sempre será o mais fácil ou o planejado.
mas o ser humano é bem preparado pra isso, rapidamente se convence de que nem queria tanto tal coisa, ou que era exatamente dessa forma que tinha planejado as coisas, como diriam os católicos "deus escreve certo por linhas tortas". isso nada mais é do que conformismo barato. fuga do óbvio. o óbvio é que as nossas vontades estão subordinada a vontades alheias e que quanto mais pessoas estiverem ganhando com teus anseios maior a probabilidade de estes se tornarem reais.
o mundo realmente é uma rede de ironias escondidas atrás de muitos obstáculos, estar vendo as engrenagens desse mundo pré-programado pode ser mais cruel, mas certamente mostra também atalhos e detalhes que dão acesso rápido e uma vantagem considerável aos que possuem essa esclarecedora visão. se é que esse alguém existe.
enfim, nós, meros mortais continuamos a depender de muitos fatores para que conquistemos qualquer coisa. cada qual com seus anseios. e no meio do caminhos ainda virão muitas histórias tristes e felizes, fáceis e difíceis. basta estar vivo para viver.
21 gramas. melhor nem pensar nas 21 gramas. porque nem sempre atalhar é o melhor, cada minuto antes das 21 gramas fará parte do filme que passa pela cabeça quando essas se aproximarem e mesmo as lembranças mais obscuras parecerão um grande conto de fadas.
Bah, escrevi um texto sobre a existência ou não do destino, que tem tudo a ver com isso.
ReplyDeleteO título é: "Da imperfeição dos sentidos ao destino do mundo"
Deixo o link aí:
http://papos-cabeca-de-femur.weblogger.com.br
Quando puder dá uma lida lá. Foi um dos primeiros que eu publiquei, tá bem no fim da página.