24.11.10

introspect

ando passando mais tempo comigo mesmo, pensando, pouco escrevo e se escrevo, guardo. ando achando o mundo muito cheio de opinião, todo mundo é especialista em todos os assuntos, qualquer artigo ou matéria em revista/jornal parece produz a capacidade de argumentação nas pessoas. isso me aborrece. os meus filtros parecem nunca grandes o suficiente para barrar tamanha quantidade de lixo que é atirada no ventilador da web e que se espalha por sites, emails, spans.

não quero ser mais uma opinião sem argumentos, exposta e escancarada na internet, disponível a quem quer que seja, a troco de nada. mas hoje, quando entrei no blog, tirei as teias de aranha do interruptor, liguei a luz fraca que iluminou minha gaveta de rascunhos e a abri, encontrei comigo e me dei conta de que se aqui escrevi é porque me fazia bem, e que não entrego a qualquer umas chaves da minha gaveta. posso usar de artimanhas e códigos no cadeado que escondam entrelinhas e que formem um acervo que fará ainda mais sentido daqui a algum tempo, desde continue a ser desenvolvido esporadicamente.

chega de guardar tudo, digitar palavras, frases, parágrafos, funciona como um diálogo interno, que pensa e responde, às vezes desabafa, interpreta, fantasia. mas escrever é gás de pensamento, é ampliação de sentidos e horizontes. um texto guarda uma memória diferente de uma imagem ou de uma fração de vida. um texto é momento, é sensação, é pra saber por toda eternidade o que se sabe nesse segundo. posto hoje um lembrete para mim mesmo e para lembrar é importante registrar.

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