14.10.08

ali, bem na frente!

hoje eu não tenho nada a escrever, o silêncio me traz apenas pensamentos que são intímos demais para que eu possa transpor literalmente em qualquer meio, seja físico ou virtual. também não quero metaforizar meus sentimentos, porque se preciso me expressar de alguma forma, será de forma direta e sincera, muitas mensagem costumam passar entre as minhas linhas, muitas mensagens minhas, normalmente para mim mesmo. quando se escreve limpo e sem nada por trás do que se vê e se lê, este soa mais sincero e real. por isso a forma sincera e direta. para ser sem mensagens por trás.

dar-se conta sobre algo que está na nossa frente e não enxergamos é muito difícil. sim, obviamente, pois se não enxergamos alguma coisa é porque temos alguma deficiência ou porque ainda não sabíamos da existência desta. pois bem, então todas aquelas vezes em que ouvi alguém dizendo "como tu não te deu conta, se isso estava bem ali, na tua frente, o tempo inteiro" fizeram sentido para mim agora. era como se eu acabara de descobrir todas as coisas na frente de todos os tempos, de todas as pessoas.

depois que eu aprendi alguma nova expressão numa língua estrangeira, quando ela aparecia em um filme eu simplesmente entedia, como se já soubesse disso por uma eternidade e pensava comigo mesmo como eu poderia não ter sabido disto antes se me fazia agora todo sentido do mundo.

de fato, quando aprendemos uma das muitas coisas que estão bem na nossa frente, falando de experiências de vida agora, rola uma emoção inicial e uma sensação de entendimento universal. é quase um nirvana passageiro, e um simples nó de cadarço te dará a sensação de que aprendeste algo que levarás contigo para o resto da vida e este pensamento somatizado de importância para um simples nó é que faz do momento um momento único. quando dali a alguns anos te lembrares do dia em que deu pela primeira vez o nó no sapato, terás de volta ou pouco do que foi sentir aquilo no dia, e isso faz bem. faz muito bem.

agora falar metaforicamente já não parece fazer mais tanto sentido pra mim, foi meu último "aqui bem na frente". certamente ainda usarei metáforas, mas nunca mais uma metáfora será como antes.

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