me faltam palavras para o presente. me sobram sensações, sentimentos, angústias, certezas e incertezas...
o tempo altera tudo e leva e traz. quanto tempo o tempo leva pra trazer de volta o que eu quero e quanto tempo vai levar para clarear o obscuro dessas nuvens cinzas que encobrem meu sol?
de fato me faltam palavras. o silêncio pode ser puro, mas pode também ser trágico, tragicomédia que encurrala minha voz num silêncio ensurdecedor, me calo pela incerteza do espaço-tempo que me rodeia, me calo porque calar parece fazer mais sentido do que falar o óbvio e parecer seguro, tranquilo.
não prefiro o silêncio, não, apenas acho mais certo. prefiro falar, discutir, argumentar. o problema é falar e não ser ouvido, compreendido. por mais que eu fale eu não me vejo compreender e nesse diálogo unilateral prefiro me calar e pensar.
o tempo é o grande transformador e dele me valho para pensar que as inconstantes momentâneas irão partir em breve e voltarão para de onde nunca deveriam ter saído, para o além, para esse universo paralelo que a minha compreensão não quer e nem consegue entender.
só e acompanhado, frágil e seguro, sinto ou simplesmente não sinto, nada...
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