nada como ser acordado pelo belo canto dos pássaros, ouvir aquele belo som que vem de dentro de um ser tão pequeno, feito da mesma substância que eu, porém afinado! cantando alegremente em mi!
hoje os pássaros que me acordaram não estavam afinados em nota alguma, não eram feitos da mesma substância que eu, tinham sido criados por mim. aquele som estridende de furadeira acabando com meu ritual dorme-acorda! um pássaro mecânico?! aquele som de ferro quebrando tijolos, destruindo a grossa parede do meu prédio que teima em permanecer intacta e briga ferozmente com o ser humano que acordou mais cedo e resolveu abrir uma mini janela redonda na sua parede para aumentar a linda vista que tem da parede cinza.
a sensação produzida por ser acordado dessa maneira provoca certamente um efeito desagradável durante todo o dia. mas eu fiz a minha parte. para me salvar do barulho liguei meu som ainda mais alto! grande coisa, continuava ouvindo tudo menos o som do silêncio, o canto dos pássaros pela manhã.
existem méritos da cidade do interior que mesmo quando barulhenta não se aproximam da muvuca das grandes metrópoles, superar esse barulho contínuo é uma tarefa complicada, mas não impossível, quem sabe com um prédio mais alto, ou mesmo sair do centro!
“Nada machuca tanto os ouvidos do autor como o silêncio da crítica.” (Ou o barulho das furadeiras) hehehe
ReplyDeleteAh, não esqueçamos também dos aspiradores de pó.