o tempo afeta a gente. por mais que seja bom acordar ás vezes e ouvir uma chuvinha batendo na telha de casa ou no aparador de alumínio do ar condicionado não há nada melhor do que um céu azul! um céu azul com pequenas nuvens em forma de qualquer coisa, ou de nada. eu mesmo guardo milhões de imagens de céus que durante muito tempo venho observando. uns mais azuis, uns mais rosados, roxos, cinzas, pretos, estrelados.
o céu é simplesmente gigante e belo, é impossível que ainda existam pessoas que consigam viver sem observá-lo. como não parar pra assistir um dos espetáculos mais maravilhosos que a natureza nos proporciona? cada dia com um tema diferente, uma nova apreciação das mesmas cores e formatos, mas mesmo assim sempre com inovações e surpresas. quanta criatividade! e caso você não saiba isso tudo acontece pra você, gratuitamente.
isso deve ser dito, deve ser passado a diante, ninguém pode passar por este mundo e viver sua vida inteira achando que o céu é o céu. sem dar o devido valor. achando um porre quando está nublabo, viajar que consegue viver a vida inteira durante a noite e mesmo assim não sentir falta do sol e do céu azul, isso é triste e irreal, palavras de um amante da noite. provavelmente essa pessoa ainda não parou num dia e olhou pra imensidão que essa cobertura azul representa. tem gente que nunca viu a lua durante o dia, nunca viu um eclipse, nunca viu um arco-íris, poor ones.
nada melhor que acordar, abrir a janela e sentir o cheiro de um dia de céu azul, olhar e ver a dança das nuvens, ou ver que de tão extraordinário que o céu é ele se completa sozinho, só o seu degradê de azuis já basta para tornar o dia muito mais completo.
(música para ver o céu: young folks - peter bjorn and john)
28.9.07
27.9.07
20.9.07
ressaca
são nove horas da manhã, o despertador toca e impõe a responsabilidade de acordar, mas acordar para quê? afinal é domingo, domingo de chuva. já estava cochilando novamente, se recompondo do susto provocado pelo barulho chato do despertador quando ouve outro barulho vindo do andar de baixo da casa. mas ele estava sozinho em casa, como seria possível? estaria sendo assaltado? num domingo de chuva? bom, porque não.
levantou-se silenciosamente, fosse quem fosse ele não queria que soubessem da sua presença. abriu a porta do quarto o mais vagarosamente possível e se deparou com o corredor mal iluminado pela fraca luz do dia chuvoso, não podia mais ouvir nenhum barulho vindo do andar inferior, pensou que poderia ter imaginado o som e já começava a achar a situação ridícula, mas mesmo assim seguiu em frente. parado no topo da escada ele ficou por alguns instantes somente ouvindo, tentando buscar algum ruído em algum lugar. nada.
passaram-se alguns minutos e a curiosidade estava perdendo a batalha para o sono, o único barulho que se ouvia era o som fraco de uma chuva instigante ao sono, ele desiste e volta-se novamente para o corredor escurecido quando de repente escuta outro barulho, dessa vez mais alto parecendo o som de algum objeto entrando em contato com o chão. impossível fingir que não havia alguma coisa acotecendo. resolveu descer.
a escada era feita de um madeirão estilo anos 90 e a única certeza é que um dos degrais faria barulho durante a descida. o jeito era descer preparado, voltou para o quarto e pegou um bastão de madeira que um amigo trouxera de presente de uma viagem. começou a descida e já estava na metade da escada, nenhuma madeira havia produzido som algum, mas ele não podia ainda ver nada de útil, apenas paredes e um pouco da sala de tevê, mas o som não parecera vindo dali, quando estava já no final da escada uma madeira resolveu chiar por todas as outras que estavam quietas até então. o barulho pareceu mais alto do que o normal mas ele sabia que isso se devia a adrenelina crescente no seu corpo. ficou em silêncio esperando alguma reação precipitada do assaltante mas não pode ouvir nada, apenas a chuva que continuava a cair.
estava já no primeiro andar, respiração funda e músculos comprimidos de tensão. a sala em que a escada terminava tinha duas saídas uma em cada lado, impossível de não ser visto. precisava de mais algum sinal, de onde poderiam ter vindo os barulhos?
como se combinado ouviu um ruído baixo vindo do escritório e pode deixar de se preocupar com o corredor para o qual a outra porta da sala dava. ele se arrastou pela parede feito um dos mocinhos nos filmes de ação, sentindo-se um herói, um herói que salvaria a própria casa de ser furtada. quando chegou mais próximo da sala parou de ouvir os ruídos, parecia que tinham sentido a presença dele. também parou e esperou a reação. tentava lembrar do livro que acabara de ler, aquela arte da guerra não era nada útil numa hora de tensão como essa, simplesmente não conseguia pensar em nada, só ouvia a própria respiração e nunca percebera como sua respiração era forte. a chuva na rua aumentava, era cúmplice do bandido, as goteiras faziam mais barulho que os ruídos do ladrão. não podia esperar mais era agora ou nunca.
sem muito pensar ele pegou uma velocidade de onde estava até o escrtitório, o bastão já em posição de ataque, pronto a arrebentar com a cabeça de quem quer que tivesse invadido a sua casa. entrou no escritório e a visão que teve foi paralisante. quase caiu ao parar rapidamente depois do ritmo que vinha impondo a sua atitude mais arriscada em anos.
mas o escritório estava intacto, sem ninguém tentando roubar nada. parecia impossível. ele tinha certeza de que ouvira algum barulho no andar de baixo, e no escritório. vasculhou toda casa e não encontrou nenhem vestígio de arrombamento ou qualquer coisa, só podia estar ficando maluco.
acendeu um cigarro e continuou a ouvir, não poderia ter sido tudo produto da sua imaginação.
levantou-se silenciosamente, fosse quem fosse ele não queria que soubessem da sua presença. abriu a porta do quarto o mais vagarosamente possível e se deparou com o corredor mal iluminado pela fraca luz do dia chuvoso, não podia mais ouvir nenhum barulho vindo do andar inferior, pensou que poderia ter imaginado o som e já começava a achar a situação ridícula, mas mesmo assim seguiu em frente. parado no topo da escada ele ficou por alguns instantes somente ouvindo, tentando buscar algum ruído em algum lugar. nada.
passaram-se alguns minutos e a curiosidade estava perdendo a batalha para o sono, o único barulho que se ouvia era o som fraco de uma chuva instigante ao sono, ele desiste e volta-se novamente para o corredor escurecido quando de repente escuta outro barulho, dessa vez mais alto parecendo o som de algum objeto entrando em contato com o chão. impossível fingir que não havia alguma coisa acotecendo. resolveu descer.
a escada era feita de um madeirão estilo anos 90 e a única certeza é que um dos degrais faria barulho durante a descida. o jeito era descer preparado, voltou para o quarto e pegou um bastão de madeira que um amigo trouxera de presente de uma viagem. começou a descida e já estava na metade da escada, nenhuma madeira havia produzido som algum, mas ele não podia ainda ver nada de útil, apenas paredes e um pouco da sala de tevê, mas o som não parecera vindo dali, quando estava já no final da escada uma madeira resolveu chiar por todas as outras que estavam quietas até então. o barulho pareceu mais alto do que o normal mas ele sabia que isso se devia a adrenelina crescente no seu corpo. ficou em silêncio esperando alguma reação precipitada do assaltante mas não pode ouvir nada, apenas a chuva que continuava a cair.
estava já no primeiro andar, respiração funda e músculos comprimidos de tensão. a sala em que a escada terminava tinha duas saídas uma em cada lado, impossível de não ser visto. precisava de mais algum sinal, de onde poderiam ter vindo os barulhos?
como se combinado ouviu um ruído baixo vindo do escritório e pode deixar de se preocupar com o corredor para o qual a outra porta da sala dava. ele se arrastou pela parede feito um dos mocinhos nos filmes de ação, sentindo-se um herói, um herói que salvaria a própria casa de ser furtada. quando chegou mais próximo da sala parou de ouvir os ruídos, parecia que tinham sentido a presença dele. também parou e esperou a reação. tentava lembrar do livro que acabara de ler, aquela arte da guerra não era nada útil numa hora de tensão como essa, simplesmente não conseguia pensar em nada, só ouvia a própria respiração e nunca percebera como sua respiração era forte. a chuva na rua aumentava, era cúmplice do bandido, as goteiras faziam mais barulho que os ruídos do ladrão. não podia esperar mais era agora ou nunca.
sem muito pensar ele pegou uma velocidade de onde estava até o escrtitório, o bastão já em posição de ataque, pronto a arrebentar com a cabeça de quem quer que tivesse invadido a sua casa. entrou no escritório e a visão que teve foi paralisante. quase caiu ao parar rapidamente depois do ritmo que vinha impondo a sua atitude mais arriscada em anos.
mas o escritório estava intacto, sem ninguém tentando roubar nada. parecia impossível. ele tinha certeza de que ouvira algum barulho no andar de baixo, e no escritório. vasculhou toda casa e não encontrou nenhem vestígio de arrombamento ou qualquer coisa, só podia estar ficando maluco.
acendeu um cigarro e continuou a ouvir, não poderia ter sido tudo produto da sua imaginação.
17.9.07
deslizando
acordo, sinto-me compelido a novamente sentar em frente a minha metade mecânica. paro. descanso mais e durmo novamente. susto. não tenho dormido bem. acordo novamente e levanto-me dessa vez, resolvo começar a segunda-feira.
boca seca. dentes sujos. arrumo a cama e penso em olhar para as árvores, mas me contento em ver um losângulo de nuvem cinzas. como alguma coisa e me visto. saio, mas não saio simplesmente. agora posso me munir de minhas oito rodas muito mais eficientes do que esses pés chatos com os quais fui presenteado pela "involução". deslizo. deslizo pelo corredor do prédio e pelo elevador, pela garagem e pela calçada. deslizando...
boca seca. dentes sujos. arrumo a cama e penso em olhar para as árvores, mas me contento em ver um losângulo de nuvem cinzas. como alguma coisa e me visto. saio, mas não saio simplesmente. agora posso me munir de minhas oito rodas muito mais eficientes do que esses pés chatos com os quais fui presenteado pela "involução". deslizo. deslizo pelo corredor do prédio e pelo elevador, pela garagem e pela calçada. deslizando...
16.9.07
ipês
tem dias em que as coisas acontecem de uma maneira esquisita, parece que foram inúteis todos aqueles minutos passados planejando, porque qualquer coisa que tenha sido planejada, imaginada, querida, simplesmente não acontece, e as coisas mais lógicas tomam proporções inimagináveis. aí percebe-se mesmo que nada podemos controlar e tudo foge ao nosso alcance.
não basta um, mas emendam-se dias de surpresas, imprevistos e sensações desagradáveis que se amontuam à porta da casa. sem parar, sem trégua, informação em cima de informação. não há estômago rápido o suficiente para digerir tanta comida.
mas não existe atitudes concretas a tomar, restam tentativas esmorecidas, suspiros agonizantes esperando por alguma luz, alguma flor no caminho.
rodas de carro, pessoas, atitudes, lembranças desagradáveis ficam para trás. surge uma nova perspectiva. uma árvore completa de vida, transbordando primavera e cores por todos os lados. me estremece o corpo passar por essa rua cheia de vida, cheia de alegria. os carros que percorrem velozes já não fazem mais barulho, a mente perturbada e dolorida se acalma perante tamanho desbunde, beleza!
o ipê é tão inteligente, sabe direitinho quando precisa florir, sabe pra quem aparecer. você provavelmente verá um desses quando realmente estiver precisando. o ipê te lembra que nem sempre é preciso estar transbordando vida, florido por dentro e por fora. às vezes as flores lhe vão cair, e outrém passará por cima, nem notará quão florido e belo te encontras. outro verá tua beleza agora, mas não deixará de lembrar a inutilidade da tua frágil sombra no verão, que não serve para guarda-sol como tantas outras que tu conhece. as flores podem cair, os galhos voltarem a ficar em evidência, mas sentir-se florido o ano inteiro te faz transbordar vida. te faz relevar os dias inprevisíveis e perceber que mesmo eles poderão te fortalecer e tornar-te melhor.
não basta um, mas emendam-se dias de surpresas, imprevistos e sensações desagradáveis que se amontuam à porta da casa. sem parar, sem trégua, informação em cima de informação. não há estômago rápido o suficiente para digerir tanta comida.
mas não existe atitudes concretas a tomar, restam tentativas esmorecidas, suspiros agonizantes esperando por alguma luz, alguma flor no caminho.
rodas de carro, pessoas, atitudes, lembranças desagradáveis ficam para trás. surge uma nova perspectiva. uma árvore completa de vida, transbordando primavera e cores por todos os lados. me estremece o corpo passar por essa rua cheia de vida, cheia de alegria. os carros que percorrem velozes já não fazem mais barulho, a mente perturbada e dolorida se acalma perante tamanho desbunde, beleza!
o ipê é tão inteligente, sabe direitinho quando precisa florir, sabe pra quem aparecer. você provavelmente verá um desses quando realmente estiver precisando. o ipê te lembra que nem sempre é preciso estar transbordando vida, florido por dentro e por fora. às vezes as flores lhe vão cair, e outrém passará por cima, nem notará quão florido e belo te encontras. outro verá tua beleza agora, mas não deixará de lembrar a inutilidade da tua frágil sombra no verão, que não serve para guarda-sol como tantas outras que tu conhece. as flores podem cair, os galhos voltarem a ficar em evidência, mas sentir-se florido o ano inteiro te faz transbordar vida. te faz relevar os dias inprevisíveis e perceber que mesmo eles poderão te fortalecer e tornar-te melhor.
13.9.07
rendimento diário
paro e penso, paro e assisto, paro.
parar não é necessariamente ruim
mas estar parado intedia
mexer com a cabeça
mexer com os neurônios, mexer
o dia rende, a vida pulsa quando se está em movimento
quando se pára demais o mundo anda mais devagar
as atitudes são mais calculistas
quebra-se o espontâneo
cria-se um paradigma vadio
nada como sair e correr
nada como mexer
nada como trabalhar e descansar
nada como parar depois de mexer
parar não é necessariamente ruim
mas estar parado intedia
mexer com a cabeça
mexer com os neurônios, mexer
o dia rende, a vida pulsa quando se está em movimento
quando se pára demais o mundo anda mais devagar
as atitudes são mais calculistas
quebra-se o espontâneo
cria-se um paradigma vadio
nada como sair e correr
nada como mexer
nada como trabalhar e descansar
nada como parar depois de mexer
9.9.07
vacas
voltar para casa, tornar-se interiorano novamente, nem que por um ou dois dias, me faz um bem extremo! sair das cinzas de cigarro, largar o cheiro de metrópole com todas as suas comodidades nada funcionais, libertar a mente de compromissos indesejados e simplesmente respirar o ar abençoado pelo canto dos pássaros e verde como a grama.
a natureza parece mais próxima e tocavél aqui, todos os dias ensolarados e cheios de atividades prazerosas. vive-se cercado de montanhas verdejantes e tranquilas, isolado de maiores problemas, as dificuldades são menores e a vida mais lenta e previsível. altamente recomendado!
a natureza parece mais próxima e tocavél aqui, todos os dias ensolarados e cheios de atividades prazerosas. vive-se cercado de montanhas verdejantes e tranquilas, isolado de maiores problemas, as dificuldades são menores e a vida mais lenta e previsível. altamente recomendado!
5.9.07
desencontro
me encontro num estado de direcionamento de energias, em que todas essas se encontram posicionadas para um só lugar. apostas em carreiras e busca de profissionalização. definitivamente essa é uma etapa da vida que exige certo empenho e entrega, e consome tempo e bateria emocional.
essas situações acabam meio que danificando toda uma noção corporal, territorial, que possivelmente já se tinha formado. causam uma mutação interna. te fazem por vezes mais confiante e em outras extremamente frágil. somos cobrados todo dia por um "self-update" e se torna difícil formar uma base sólida para construir.
outro dia, em mais um desses formulários de entrevista de emprego tive que me personificar através de questões de escala numérica em que de um a sete (um para não me encaixo e sete para me encaixo perfeitamente) tive que responder coisas do tipo "gosto de contar piadas sobre sexo", muito importante saber disso e outros duzentos e tantos questinamentos para se contratar alguém.
nesses processos todos é fundamental manter o foco pra não se perder em meio a tantas perguntas burras e situações inacreditáveis. o rh pode ser fundamental para muitas atividades dentro da organização, concordo. mas tudo tem limite. difícil não querer sair correndo e nunca mais chegar perto de um lugar que pra começar a estagiar existe tamanha burocracia.
todo dia morro e nasço again and again, não quero disperdiçar minhas vidas em troco de nada, quero viver e morrer fazendo algo iuteressante, me sentir preenchido de coisas boas do momento em que nasço até a morte!
essas situações acabam meio que danificando toda uma noção corporal, territorial, que possivelmente já se tinha formado. causam uma mutação interna. te fazem por vezes mais confiante e em outras extremamente frágil. somos cobrados todo dia por um "self-update" e se torna difícil formar uma base sólida para construir.
outro dia, em mais um desses formulários de entrevista de emprego tive que me personificar através de questões de escala numérica em que de um a sete (um para não me encaixo e sete para me encaixo perfeitamente) tive que responder coisas do tipo "gosto de contar piadas sobre sexo", muito importante saber disso e outros duzentos e tantos questinamentos para se contratar alguém.
nesses processos todos é fundamental manter o foco pra não se perder em meio a tantas perguntas burras e situações inacreditáveis. o rh pode ser fundamental para muitas atividades dentro da organização, concordo. mas tudo tem limite. difícil não querer sair correndo e nunca mais chegar perto de um lugar que pra começar a estagiar existe tamanha burocracia.
todo dia morro e nasço again and again, não quero disperdiçar minhas vidas em troco de nada, quero viver e morrer fazendo algo iuteressante, me sentir preenchido de coisas boas do momento em que nasço até a morte!
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